Haste de madeira polida, forma espatulada. Uma das extremidades adelgaçada termina em curva alongada, a outra, mais espessa, termina em corte reto. Secção lenticular.
Remo indígena provavelmente correspondente a um dos três exemplares registrados nos números 192, 193 e 194 do Livro de Registro de Artefatos Indígenas, todos adquiridos pelo Museu de História Julio de Castilhos junto ao engenheiro e mineralogista Eugênio Dahne, em 1904. Correspondência enviada por Dahne ao diretor Francisco Simch, em 20 de fevereiro daquele ano, menciona a venda de uma coleção etnográfica que incluía remos classificados como provenientes dos indígenas do Mato Grosso. A similaridade material e tipológica entre os exemplares de números de catálogo 1508, 1509 e 1510 sugere que integram o mesmo conjunto adquirido pelo museu, preservando evidências das práticas de navegação e deslocamento associadas aos povos indígenas representados na coleção.
Pesquisa realizada pelo servidor Guilherme Maffei Brandalise em 2025.
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