Espécie de prancha de madeira com franjas de palha vegetal que pendem de uma das extremidades. Parte principal da máscara com padrões geométricos típicos da pintura xinguana. Na parte superior (extremidade oposta à das franjas), delineado um tipo de rosto. Desenhos nas cores marrom e preto, tendo no centro da máscara uma área de desgaste.
Máscara Kuambü associada ao povo Kalapalo, do Alto Xingu, utilizada no ritual homônimo que ocupa lugar central na vida cerimonial desse povo. Segundo a literatura especializada, essas máscaras representam seres aquáticos que se manifestam aos humanos durante a realização do ritual, estabelecendo uma conexão entre o mundo social e os domínios espirituais presentes na cosmologia xinguana. A peça apresenta elementos visuais característicos das pinturas corporais da região do Xingu e integra um complexo sistema de cantos, performances e interações sociais. Diferentemente de outros rituais com repertórios mais fixos, o Kuambü caracteriza-se pela composição e execução de cantos improvisados que abordam aspectos da vida cotidiana, relações entre aldeias e contatos com não indígenas, constituindo importante espaço de expressão, crítica social e transmissão de conhecimentos culturais. A máscara representa, portanto, não apenas um objeto cerimonial, mas um elemento fundamental das práticas rituais e da vida coletiva dos povos do Alto Xingu.
Pesquisa realizada pelo servidor Guilherme Maffei Brandalise em 2025.
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