Retrato em pintura de meio corpo com figura humana identificada como Bento Gonçalves, em composição centralizada, com busto levemente voltado à esquerda e rosto direcionado ao observador. Apresenta cabelos curtos escuros e costeletas alongadas. Traja uniforme de gala composto por casaca em tom azul escuro e calça clara, com dragonas douradas nos ombros. A casaca apresenta bordados em motivos vegetais em dourado na gola e nos punhos, além de fileira frontal de botões. No lado esquerdo do tórax, quatro insígnias e duas placas de honra, associadas às ordens do Cruzeiro do Sul e de Cristo, além de outra não identificada. Apresenta cinto em couro em tom marrom com fivela dourada com motivo heráldico central. Mantém as mãos com luvas claras apoiadas sobre a empunhadura de espada, com borlas decorativas. Fundo em tonalidade verde com gradação suave, sem definição de ambiente.
Bento Gonçalves da Silva (1788–1847), nascido em Triunfo e falecido em Pedras Brancas, atual Guaíba, foi militar e líder político brasileiro com atuação nas disputas regionais do sul do Brasil na primeira metade do século XIX. Ingressou na carreira militar no início do século XIX, participando de campanhas na região da Cisplatina no contexto dos conflitos luso-brasileiros no Prata. Posteriormente, estabeleceu-se como estancieiro. Em 1814, casou-se com Caetana Garcia, com quem teve oito filhos. Atuou na Guerra dos Farrapos (1835–1845), exercendo funções de comando e liderança política, sendo reconhecido como principal dirigente da República Rio-Grandense após sua aclamação pelas câmaras municipais. Em 1836, após a proclamação da República Rio-Grandense, foi preso e enviado ao Rio de Janeiro, de onde fugiu no ano seguinte, retornando ao sul e reassumindo funções de liderança no movimento. Permaneceu vinculado à condução política e militar até o desfecho do conflito, formalizado pelo acordo de Poncho Verde em 1845.
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