Pintura em tinta acrílica sobre masonite, com folha de papel siliconado aplicada no canto esquerdo, formando aba de proteção. Representação de cena interna com figura humana feminina, trajando lenço azul na cabeça, brinco de argola, camisa branca, saia vermelha e avental xadrez em amarelo e branco. A figura segura buquê de flores copo‑de‑leite e se orienta em direção a estante com três níveis, contendo recipientes com arranjos florais. Um dos recipientes destaca‑se pela coloração e inscrição OLEO LEAL. No plano superior direito, animal quadrúpede sobre a estante. No plano inferior direito, animal quadrúpede junto a recipiente. No centro, banco. No canto inferior esquerdo, regador. Ao fundo, parede com representação de tijolos e fissuras, com abertura de janela com vitral nas cores amarelo e vermelho, com paisagem externa composta por campo florido, céu e ave. Formato retangular com predominância vertical. Assinatura no canto inferior direito J. Altair / 2000 - P.A. - RS. No verso, inscrição manuscrita J. Altair / 2000 - RS. Ausência de rasgos ou furos. Presença de manchas de umidade no papel siliconado.
J. Altair, nome artístico de João Altair de Barros (1934–2013), nascido e falecido em Porto Alegre, RS. Artista afro‑brasileiro, filho de Bará, Babalorixá da nação Yjexá. Início da produção pictórica na década de 1950, após formação com o pintor italiano Vicente Perllasca. Atuação com exposições em São Paulo, no exterior, incluindo Estados Unidos e Rússia, e em instituições de Porto Alegre, com destaque por ser o primeiro artista naif a levar uma exposição com temática popular ao MARGS. Produção caracterizada por temática figurativa, com presença de elementos de religiosidade e uso de cores saturadas em tinta acrílica. Atuação anterior como letrista e participação em espaços de sociabilidade negra, com envolvimento na fundação da Escola de Samba Praiana. Obra correspondente a estudo para exposição de arte.
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