Representação em pintura identificada como Igreja Matriz de Viamão, de construção em alvenaria em tom claro, de implantação horizontal e características de arquitetura colonial, com fachada principal voltada à direita, apresentando porta de acesso central encimada por três aberturas no nível superior, com duas torres quadrangulares ladeando frontão triangular. Fachada lateral com três janelas. Em primeiro plano, área de solo exposto com vegetação baixa. À direita, conjunto de edificações térreas parcialmente representadas. Fundo composto por céu em tonalidade azul com nuvens. Assinatura e data no canto inferior esquerdo L. de Curia 935.
Técnica
Óleo sobre tela
Dimensão
Altura 50,3 cm; largura 60,3 cm
Data de produção
1935
Estado de conservação
Em processo de restauro
Nota de autoria
Luís Curia, pintor atuante no Museu Julio de Castilhos a partir de 1933. Em 1940 foi transferido para a instituição, onde passou a integrar o quadro funcional, após atuação como diretor do Colégio General Osório, em Mussum. Contribuiu para a produção de imagens destinadas à pinacoteca histórica, especialmente relacionadas à Revolução Farroupilha. Foi nomeado conservador e restaurador por portaria de 11 de setembro de 1940, assumindo a função em 13 de setembro do mesmo ano e sendo posteriormente efetivado no cargo. Permaneceu vinculado ao museu até sua aposentadoria em 1941.
Informações adicionais
A Igreja Matriz de Viamão integra o conjunto de edificações religiosas formadas no processo de ocupação e organização do território da Capitania do Rio Grande de São Pedro ao longo do século XVIII. Associada ao desenvolvimento inicial do núcleo urbano de Viamão, que exerceu funções administrativas anteriores à consolidação de Porto Alegre como centro político regional, a igreja desempenhou papel central na vida religiosa e social da população local. Sua arquitetura reflete padrões construtivos coloniais adaptados à região sul, vinculando-se à atuação da Igreja Católica na estruturação das comunidades e na consolidação das redes de poder e sociabilidade no período colonial e imperial.
Condição de reprodução
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