Oficina de Fotografia e Fotogravura da Casa de Correção de Porto Alegre
Autoria
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Descrição
Fotografia em preto e branco da ficina de otografia e otogravura da Casa de Correção de Porto Alegre. Três figuras masculinas distribuídas no aposento. À esquerda, figura masculina de pé trajando roupa clara, em perfil voltado para a esquerda, junto a bancada sobreposta por recipientes e instrumentos de trabalho. Ao centro, figura masculina de casaco escuro e calça clara de pé, voltada para o equipamento fotográfico tipo fole de grandes dimensões. À direita, figura masculina de roupa escura e lenço branco no pescoço sentada junto a móvel de madeira. Mobiliário, maquinário, frascos, recipientes e instrumentos relacionados à atividade fotográfica distribuídos pelo ambiente. Na parede do fundo, prateleiras com porta-negativos e outros materiais. Quadros e molduras pendurados nas paredes. Montagem em cartão suporte. Na margem superior, inscrição manuscrita "Vista da officina de photographia e photogravura da Casa de Correcção de Porto Alegre". No canto inferior esquerdo, carimbo da Casa de Correção de Porto Alegre, datado de 25-1-1913.
A Casa de Correção de Porto Alegre foi a principal instituição prisional do Rio Grande do Sul entre o século XIX e as primeiras décadas do século XX. Localizava-se na chamada Ponta da Cadeia, na extremidade da península central de Porto Alegre, próxima à atual Usina do Gasômetro e com fundos voltados para o Guaíba. Além da custódia de pessoas privadas de liberdade, mantinha oficinas de trabalho e produzia registros administrativos e fotográficos para identificação dos detentos, acompanhando a adoção de métodos modernos de controle individual. O edifício funcionou até 1961 e foi demolido por implosão em 1962, dando lugar à Praça Júlio Mesquita e ao sistema viário implantado na região.
Conforme relato do doador, esta fotografia foi encontrada em uma lata de lixo nas dependências da Superintendência dos Serviços Penitenciários (SUSEPE), quando ele atuava como agente penitenciário e produzia um audiovisual sobre o sistema prisional do Rio Grande do Sul. Em razão da inexistência de condições adequadas para sua guarda institucional, a fotografia foi recolhida pelo doador, permanecendo sob sua custódia até ser posteriormente doada ao Museu de História Julio de Castilhos.
Condição de reprodução
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