Fotografia em preto e branco que retrata um ambiente interno de trabalho, com um homem, identificado como Ovídio Magalhães, sentado de perfil, com cabelo curto penteado para trás, usando fumoir e lenço branco no pescoço, apoiando um dos braços sobre uma escrivaninha na qual se observam mata‑borrão, tinteiro e papéis. À esquerda, uma estante alta de madeira contendo livros organizados em prateleiras e um pequeno objeto entre eles; ao fundo, na parede, três fotografias emolduradas dispostas horizontalmente. No verso da fotografia consta a inscrição Ovídio Magalhães, *06/08/1892 – Livramento / +24/06/1971 – Porto Alegre.
Ovídio Magalhães (Santana do Livramento, 6 de agosto de 1892 – Porto Alegre, 24 de junho de 1971) foi um artista gaúcho de múltiplos talentos, atuando como artista plástico, escultor de miniaturas, músico e poeta. Destacou‑se pela criação de cenas tridimensionais de caráter realista que retratam o cotidiano urbano e rural do Rio Grande do Sul. Suas miniaturas, integrantes da Coleção Regionalismo do Museu Julio de Castilhos, representam costumes, profissões e personagens populares de Porto Alegre, especialmente das décadas de 1930 e 1940. Ovídio também tocava piano ao vivo durante as sessões de cinema mudo no Cine Garibaldi (posteriormente Cine ABC), na Avenida Venâncio Aires, no bairro Cidade Baixa, além de se dedicar à pintura, ao violão, à marcenaria e à mágica, conciliando sua produção artística com o trabalho no Tesouro do Estado por cerca de 35 anos.
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