Pintura representando cena de interior com grupo de figuras humanas. À esquerda, figura masculina em pé identificada como Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, de perfil voltado à direita, com cabelos e barba escuros, trajando calça em tom azul, camisa clara com gola vermelha, faixa vermelha na cintura e botas de cano alto, segurando revólver com a mão direita voltado para o chão e apoiando a mão esquerda na estrutura de uma cama parcialmente representada. Em segundo plano, à direita, conjunto de quatro figuras masculinas com vestimentas militares azuis posicionadas na entrada do ambiente, voltadas para a figura central. O primeiro militar, mais próximo, aponta com o braço direito para a figura ao lado, que segura uma espada com ambas as mãos à frente do corpo. Os demais permanecem atrás, próximos à porta, diante de abertura com cortinas claras por onde incide luz natural. O espaço interno apresenta cama com dossel parcial, tecido suspenso descendo do teto até o assoalho, cadeira tombada e chapéu no primeiro plano, banco aos pés da cama com uniforme e espada, mesa lateral com jarra em tom azulado e banco parcialmente visível à direita. Piso em madeira com tapete sob a figura central e parede com decoração sutil. Assinado no canto inferior esquerdo Parreiras, Paris 1914.
Técnica
Óleo sobre tela
Dimensão
Altura 180 cm; largura 280 cm
Data de produção
1914
Estado de conservação
Em processo de restauro
Forma de aquisição
Permuta com MARGS pela obra Remorsos, de Pedro Weingartner.
Nota de autoria
Antonio Parreiras (1860–1937), nascido e falecido em Niterói, foi pintor, desenhista e ilustrador brasileiro, destacado inicialmente pela produção de paisagens e posteriormente pela realização de pinturas históricas. Formou-se como aluno da Academia Imperial de Belas Artes e integrou o grupo ligado a Georg Grimm, dedicando-se à pintura ao ar livre. A partir do início do século XX, passou a executar obras de temática histórica encomendadas para edifícios públicos, consolidando-se como autor de composições de caráter nacional e narrativo.
Informações adicionais
A pintura representa episódio associado à prisão de Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes (1746–1792), no contexto da Inconfidência Mineira, movimento ocorrido no final do século XVIII que articulava a ruptura com a administração colonial portuguesa. A cena enfatiza o momento de captura e integra a construção iconográfica posterior que projeta Tiradentes como figura central da memória política brasileira e símbolo de oposição ao domínio colonial.
Condição de reprodução
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