Pires em porcelana sem marca, liso e pintado em azul-celeste, com friso dourado na borda quase desaparecido. A xícara, também em azul-celeste, apresenta ramo de flores em tons de rosa e lilás com folhagens verdes, localizado no lado oposto à asa. Circundando o ramo, há filete preto e friso dourado com desenhos decorativos. A borda interna possui barra encurvada destinada à proteção do bigode, e a asa branca exibe vestígios de filete dourado. Pertenceu a José Teodoro de Souza Lobo.
Xícara 4451/127 Ud, Pires 4461/128 Ud.
Altura 9 cm (xícara); diâmetro 10 cm (maior xícara); 5,5 cm (menor xícara); 1,8 (pires)
Forma de aquisição
Doação (Julinha Souza Lobo Del Rio)
Observação
As “bigodeiras” tornaram-se populares durante a era vitoriana, no final do século XIX. Na época, era comum aplicar cera no bigode para mantê-lo firme e bem modelado. Surgia, porém, um inconveniente: ao levar à boca uma xícara de chá ou café quente, o vapor derretia a cera, que muitas vezes escorria para dentro da bebida. Em 1860, o inglês Harvey Adams apresentou uma solução engenhosa: a “xícara de bigode”. Esse utensílio possuía uma borda especial, chamada guarda-bigode, com uma saliência dotada de abertura semicircular próxima à lateral. Assim, o bigode podia repousar seguro e seco sobre a guarda, enquanto a bebida era consumida pela abertura.
Condição de reprodução
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