A borda interna da xícara é atravessada por uma barra cuja beirada se curva para dentro da parábola, enquanto a alça revela trabalho detalhado. A porcelana branca apresenta decoração externa com ramos de pequenas flores rosadas e lilases acompanhadas por folhas verdes. Paralela à borda, permanecem vestígios de traço dourado. A marca em tinta exibe uma águia estilizada de asas abertas com a cabeça voltada para a esquerda, e abaixo surgem as letras C.T. Pertenceu a Emílio Nicolau Daut.
As “bigodeiras” tornaram-se populares durante a era vitoriana, no final do século XIX. Na época, era comum aplicar cera no bigode para mantê-lo firme e bem modelado. Surgia, porém, um inconveniente: ao levar à boca uma xícara de chá ou café quente, o vapor derretia a cera, que muitas vezes escorria para dentro da bebida. Em 1860, o inglês Harvey Adams apresentou uma solução engenhosa: a “xícara de bigode”. Esse utensílio possuía uma borda especial, chamada guarda-bigode, com uma saliência dotada de abertura semicircular próxima à lateral. Assim, o bigode podia repousar seguro e seco sobre a guarda, enquanto a bebida era consumida pela abertura.
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