Barra de formato prismóide. Faces polidas, polimento prejudicado pelo intemperismo. Uma das extremidades fraturada, faltando um ângulo, e uma lasca no sentido do comprimento. Secção de prisma trapezoidal. Arestas vivas.
Barra lítica proveniente de sambaqui localizado na região de Torres, no litoral norte do Rio Grande do Sul, doada ao Museu de História Julio de Castilhos por Ruy Ruben Ruschel, em 1949. A documentação do museu relaciona o objeto ao sambaqui investigado por Ascânio Frediani e Ruy Ruben Ruschel nas proximidades do rio Mampituba, cujas escavações foram registradas em relatório de coleta de 1948. A peça integra o contexto arqueológico dos povos construtores de sambaquis, grupos que ocuparam o litoral brasileiro entre aproximadamente 5000 e 1000 anos AP e deixaram como vestígios grandes concheiros formados pelo acúmulo de conchas, restos faunísticos e estruturas associadas a atividades cotidianas e práticas funerárias. Esses sítios constituem algumas das mais importantes evidências arqueológicas da ocupação pré-colonial do litoral sul-brasileiro e forneceram diversos artefatos, entre eles mãos de pilão, quebradores de caroços e zoólitos.
Pesquisa realizada pelo servidor Guilherme Maffei Brandalise em 2025.
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