Máscara mortuária representando figura masculina identificada como Pinheiro Machado. Face voltada para frente, com olhos cerrados, cabelos ondulados, bigode e pescoço exposto. A cabeça repousa sobre travesseiro e ramos de louro. A porção inferior da composição é parcialmente coberta por bandeira do Brasil, com a inscrição ORDEM. À direita da composição, conjunto de ramos de louro e flores. Máscara apoiada sobre base. Em pedestal de madeira, placa com a inscrição MASCARA DO GENERAL PINHEIRO MACHADO Moldada Sobre o Cadaver, em 8 de Setembro de 1915 Pelo Esculptor (Original) BRONSE Pinto do Couto.
Rodolpho Pinto do Couto (Porto, Portugal, 1888 – Portugal, 1945) foi escultor atuante em Portugal e no Brasil. Formou-se na Academia Portuense de Belas Artes, onde estudou desenho histórico e escultura, tendo como mestre Teixeira Lopes. Fixou-se no Brasil a partir de 1911, após casar-se com a escultora Nicolina Vaz de Assis, participando de exposições e realizando obras em diferentes cidades. Produziu monumentos, bustos e conjuntos escultóricos, com referências ao neoclassicismo e elementos do Art Nouveau, destacando-se trabalhos como o monumento funerário de Pinheiro Machado, em Porto Alegre, e os púlpitos em bronze da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro. Ao final da vida, retornou a Portugal, onde faleceu.
Informações adicionais
José Gomes Pinheiro Machado (1851–1915), político, advogado e militar brasileiro nascido em Cruz Alta. Ativo na consolidação da República, foi um dos principais líderes políticos da Primeira República, com longa atuação no Senado Federal pelo Rio Grande do Sul e influência decisiva na articulação política nacional. Participou da Guerra do Paraguai e da Revolução Federalista, destacando‑se também na fundação e organização de partidos republicanos no estado.
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