Busto com figura masculina identificada como Setembrino de Carvalho, voltada para frente, com cabelos curtos e bigode. Traja uniforme militar com gola alta ornamentada, dragonas, três botões frontais e talabarte em diagonal sobre o peito. Na face frontal da base, inscrição Ao eminiente soldado que tanto se esforçou pela pacificação de seu estado natal em 1923 HOMENAGEM DOS AMIGOS. Na lateral direita da base, inscrição Este busto do Mar. Setembrino de Carvalho foi offerecido ao Palácio do Governo do Rio Grandense em 1925. Assinatura e data na lateral esquerda da base Pinto do Couto Rio 29/1/925. Na parte posterior da peça, inscrição Fundição Cavina Rio.
Rodolpho Pinto do Couto (Porto, Portugal, 1888 – Portugal, 1945) foi escultor atuante em Portugal e no Brasil. Formou-se na Academia Portuense de Belas Artes, onde estudou desenho histórico e escultura, tendo como mestre Teixeira Lopes. Fixou-se no Brasil a partir de 1911, após casar-se com a escultora Nicolina Vaz de Assis, participando de exposições e realizando obras em diferentes cidades. Produziu monumentos, bustos e conjuntos escultóricos, com referências ao neoclassicismo e elementos do Art Nouveau, destacando-se trabalhos como o monumento funerário de Pinheiro Machado, em Porto Alegre, e os púlpitos em bronze da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro. Ao final da vida, retornou a Portugal, onde faleceu.
Informações adicionais
Fernando Setembrino de Carvalho (1861–1947), nascido em Uruguaiana e falecido no Rio de Janeiro. Militar e político, formou-se em engenharia militar e exerceu papel destacado na vida pública brasileira durante a Primeira República. Foi deputado estadual constituinte no Rio Grande do Sul, interventor federal no Ceará, comandante das forças governamentais na Guerra do Contestado, chefe do Estado-Maior do Exército e ministro da Guerra no governo de Artur Bernardes. Alcançou o posto de marechal e atuou na pacificação do Rio Grande do Sul durante a Revolução de 1923.
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