Resumo
Os centros históricos, em sua maioria obsoletos e com infra-estrutura mal utilizada pela população, que migra para os bairros em busca de qualidade de vida, foram esquecidos e relegados, enquanto moradia pela população. Muitos prédios de importância histórico-arquitetônica são desconsiderados, alguns se degradando totalmente, levando consigo parte da memória tecnológica e afetiva. Com o incentivo do governo, a revitalização destas áreas tem aumentado a demanda de trabalhos de restauração em monumentos históricos edificados. Entretanto, o conhecimento tecnológico, principalmente em relação às rochas ornamentais, mostrou-se suficiente para a correta avaliação dos seus mecanismos de deterioração e, conseqüente para a elaboração de um diagnóstico correto norteando um projeto de restauração eficiente. Sendo assim foi escolhido como tema deste trabalho o estudo de dois exemplares da arquitetura Porto-alegrense de significativo valor arquitetônico: o Museu Julio de Castilhos e a Catedral Metropolitana de Porto Alegre. Ambas edificações estão localizadas no centro histórico de Porto Alegre, os quais tem como diferencial o emprego de rocha ornamental como principal material utilizado na sua edificação. O estudo destas edificações visa contribuir para a pesquisa na área de restauração no Rio Grande do Sul e no resto do país, onde a presença da rocha como elemento construtivo nas construções históricas é constante. Como recurso investigativo foram realizadas análises petrográficas, da difratometria de Raios-X e de microscopia eletrônica de varredura (MEV). A reunião destas técnicas contribuiu para uma melhor estimativa dos problemas ocorrentes nos materiais pétreos.